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Quem certifica as práticas ESG no Brasil?

Sempre que temos uma novidade de prática de mercado, logo os times e profissionais da área buscam orientações em órgãos reguladores, legislações, ISO e outras padronizações para o tema, e o ESG (Ambiental, Social e Governança, em inglês) não iria fugir disso, visto a proporção que tomou e o impacto que vem causando.


Logo de cara, é possível dizer que não existe um órgão ou legislação único e exclusivo que dite as regras do que é ou não é ESG, mas temos sim onde nos embasar.


No entanto, quem é que certifica ESG no Brasil?

Arrancada do ESG no Brasil

As práticas ESG estão relacionadas às questões ambientais, sociais e de governança que uma companhia estrutura em seu negócio, ampliando seu impacto positivo na execução de seu negócio. Isso pode incluir diversos temas para cada pilar, como: redução de emissões de carbono, diversidade e inclusão, políticas anticorrupção, transparência e ética nos negócios.

A equipe da ESG Now pode apoiar na estruturação destes pilares e temos um formulário que você pode preencher para identificar a maturidade da companhia. Para este material, seguimos uma das estruturas de regulamentação que vamos abordar abaixo.

O Brasil tem acompanhado a tendência global e tem visto um aumento significativo nas empresas que buscam se destacar por meio de práticas ESG. No entanto, não existe um único órgão que regulamente e ranqueie, temos diversas ações que são indicativas da maturidade em ESG e agregam na credibilidade da companhia atuando em prol dessa temática.


Certificações que agregam credibilidade em ESG no Brasil:

A B3, principal bolsa de valores brasileira, desempenha um papel crucial na certificação de práticas ESG por meio do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE). As empresas listadas no ISE são reconhecidas por suas boas práticas, tornando-se referências para o mercado.

2. GRI (Global Reporting Initiative) - Padrão de Relato de Sustentabilidade

A GRI é uma organização internacional que define padrões de relato de sustentabilidade. Embora não certifique diretamente, sua influência é significativa. Empresas que adotam os padrões GRI demonstram um compromisso claro com a transparência e a prestação de contas.

3. ISO (International Organization for Standardization) - Certificações Ambientais e Sociais

A ISO desenvolve normas internacionais, algumas das quais estão diretamente relacionadas às práticas ESG. A ISO 14001, por exemplo, trata de gestão ambiental, enquanto a ISO 26000 aborda responsabilidade social. A certificação dessas normas pode ser realizada por organizações certificadoras acreditadas.

Mais recentemente, foi lançada a ABNT PR 2030. Uma norma da ABNT que é uma Prática Recomendada (PR). Ao fim do artigo, deixamos o link da ABNT PR 2030 ou ABNT para ESG. Esse documento é voluntário, não obrigatório e só ele não necessariamente dita se realmente a estratégia ESG que está pleiteando ao seu negócio está coerente, serve apenas como uma base técnica e provavelmente é um primeiro passo para futuras regulamentações.

Dessa forma, para você que é gestor de qualquer organização, independente do porte, do setor ou do tipo de constituição legal, vale muito a pena começar a usar esses parâmetros, regras e diretrizes para direcionar sua empresa rumo ao ESG.

De acordo com a ABNT, a Prática Recomendada alinha os principais conceitos e princípios ESG, orientando os passos necessários para incorporá-los na organização. Além disso, a norma ABNT PR 2030:2022 apresenta sete passos para a incorporação do ESG na organização, um modelo de avaliação e direcionamento, estágios de maturidade dos critérios ESG e os eixos E, S e G.

No nosso formulário de maturidade ESG, abordamos amplamente essas temáticas. Responda-o e terá uma diretriz da maturidade atual da companhia e, caso queira, podemos nos reunir para você entender mais.


4. Outros posicionamentos e certificações

Além dessas certificações que são mais conhecidas no mercado, uma atrelada à bolsa de valores, outra como um guia global de padronizações de relatórios e a terceira como uma orientação de comportamento, temos uma enxurrada de outras possibilidades que agregam na maturidade, posicionamento e segurança que uma companhia passa, por exemplo:

  • Certificações setoriais e de associações;

  • Projetos independentes;

  • Rotulagens Ambientais de produtos e processos;

  • Atendimento a outras ISOs;

  • Participação na elaboração de institutos e legislações.

Como dito, não temos uma certificação única e exclusiva, e sim uma sinergia entre a maturidade da companhia e as possibilidades que nesse horizonte ela tem para atuar em melhorar seu posicionamento.

Muito mais do que buscar única e exclusivamente ter certificações, rótulos ou qualquer simbologia que venha a ser usado como marketing para demonstrar um posicionamento maduro em ESG, é mais importante internalizar os pilares e buscar executar e participar de ações que demonstrem genuinamente a preocupação com a causa ESG.


Autor: Yuri Bauer | Analista ESG na ESG Now


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